Os sucessivos planejamentos direcionados ao desenvolvimento do Centro Industrial de Aratu, em 1967 e 1980, indicaram importantes diretrizes tanto para o desenvolvimento do CIA, quanto da região, que ainda figuram importantes conceitos espaciais e foram considerados neste presente Plano de Diretrizes. No entanto, esta versão fundamenta-se sobre um novo contexto urbano e de estratégias políticas e econômicas direcionadas a um reposicionamento tipológico que sugere uma reconfiguração espacial, de atributos estruturais mais adequados a esta nova proposta.
As principais diretrizes mantidas ou readequadas foram a constituição de um anel portuário devidamente estruturado; e a conexão mais orgânica entre os setores internos, liberando a função da BR-324 principalmente para escoamento externo e interpenetração da área industrial e da cidade de Salvador. Embora a consolidação de ocupações urbanas e industrias e infraestrutura já alocada de alguma forma entravem estas estratégias, elas foram consideradas como princípios básicos conceituais para a definição de novas diretrizes.
Essencialmente um novo posicionamento estratégico, relacionado à capacitação logística, implantação de centros de distribuição e atração de indústrias de bens de consumo, empreendimentos relacionados especialmente ao fluxo de contêineres, remete o CIA a uma nova concepção espacial. Basicamente, deve favorecer o fluxo interno, o acesso às principais estruturas de escoamento, em especial ao Porto de Aratu que deverá ser reestruturado, e a configuração de espaços com gerenciamento comum, bem articulados, protegidos e bem servidos no aspecto da mobilidade, como, por exemplo, complexos ou condomínios industriais e logísticos.
Na concepção espacial proposta, o Zoneamento relaciona a estrutura da ocupação (incluindo de áreas consolidadas ou em consolidação) a parâmetros ambientais e funcionais já preestabelecidos ou pretendidos pelo planejamento, direcionando e ordenando as áreas prioritárias e futuras para ocupação ou áreas de importância ambiental, dirigidas à requalificação e manutenção.
A partir do Zoneamento, foi estabelecido o segundo nível de divisão do solo, a Setorização. Esta divisão é estabelecida por estudos sobre as áreas mais apropriadas para ocupação, embasados pelo condicionamento geográfico, que envolve principalmente infraestrutura e estrutura funcional existente e planejada, estrutura hidrogeológica, topografia e conexões urbanas.
Se o Zoneamento preestabelece a condição funcional do território, a Setorização subestratifica as funções e determina a forma do modelo espacial que aqui se propõe. Esta forma foi desenhada pari passu ao desenvolvimento do sistema viário proposto.
Na divisão funcional, a Setorização orienta prioridades e preferências de uso e ocupação do solo, sem ser rígido nas suas definições e apresentando as áreas pré-avaliadas como disponíveis e preferenciais para o desenvolvimento do CIA.

